Com o objetivo de tornar o Sistema Único de Saúde (SUS) mais eficiente e menos oneroso, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debateu, ontem, terça-feira (17), estratégias para a valorização da clínica médica no país.
Solicitado pelo deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), o debate reuniu representantes de sociedades médicas e conselhos profissionais, que ressaltaram um problema cultural: o paciente que vai direto ao especialista sem passar por um clínico geral.
Segundo o representante do Conselho Federal de Medicina, Carlos Magno Dalapicola, com uma boa formação, o clínico consegue resolver cerca de 60% dos problemas na prática diária. Ainda assim, cerca de 16% das vagas de residência em clínica médica estão ociosas no país.
Formação médica
O presidente da Sociedade de Clínica Médica de Santa Catarina, Fernando Otto, foi direto ao ponto: entre 70% e 80% dos atendimentos de emergência são problemas clínicos. Para ele, investir nesse profissional é uma questão de gestão pública, não apenas de saúde.
“A clínica médica é a espinha dorsal do raciocínio médico. Ela atua como ponte entre o sintoma e o diagnóstico definitivo, integrando o cuidado do paciente dentro de um sistema complexo como o SUS”, ressaltou o presidente da Academia de Medicina de Brasília, Eduardo Freire Vasconcelos.
Próximos passos
As sugestões apresentadas na audiência subsidiarão propostas legislativas e recomendações ao Ministério da Saúde para reforçar o papel da clínica médica na organização da assistência no país e contribuir para o desenvolvimento da saúde pública do Brasil.
Por Mauricio Pascoal
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