Mais birra, irritabilidade e até depressão: as consequências da falta de aulas presenciais para as crianças
Educação Básica
8 de fevereiro de 2021

Por causa da pandemia da Covid-19, escolas do país inteiro ficaram fechadas por quase todo o ano letivo de 2020. Era uma medida necessária para evitar a disseminação da doença. Por outro lado, manter as crianças distantes das salas de aula e dos amigos trouxe consequências para a saúde mental delas.

Segundo profissionais de educação e de saúde ouvidos pelo G1, há alunos com:

Para Raquel Franzim, coordenadora de educação do Instituto Alana, era esperado que houvesse um atraso no desenvolvimento das crianças.

“Na escola, elas exercem algum nível de independência. Precisam tomar decisões sozinhas: onde vão comer, com quem vão tomar o lanche — há um estímulo à autonomia. O ambiente familiar as poupa disso, porque os pais vão tomar as decisões. Isso traz um impacto na saúde emocional”, diz.

“Algumas crianças passam a não saber mais comer sozinhas, querem só dormir na cama dos pais, deixam de se limpar sem ajuda. A ausência do ritmo escolar vai causando mais ansiedade, agitação e regressão na independência”, diz.