Marcha das Margaridas terá apoio do MEC
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agosto 16, 2023

O Ministério da Educação (MEC) apoia a 7ª Marcha das Margaridas, que acontece nos dias 15 e 16 de agosto em Brasília (DF). A pauta do evento aborda a defesa de uma educação pública livre de sexismo e racismo, bem como o direito à educação em áreas rurais. O Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, participou de reunião com as organizadoras em 7 de agosto e estará presente na cerimônia de encerramento em 16 de agosto, ao lado do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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A Coordenação da Marcha das Margaridas apresentou suas reivindicações no Palácio do Planalto em 21 de junho, na presença de ministras, ministros de Estado e parlamentares. A marcha abrange 13 eixos temáticos:

  1. Democracia participativa e soberania popular;
  2. Poder e participação política das mulheres;
  3. Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo;
  4. Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade;
  5. Proteção da natureza com justiça ambiental e climática;
  6. Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética;
  7. Democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios;
  8. Direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns;
  9. Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional;
  10. Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda;
  11. Saúde, previdência e assistência social pública, universal e solidária;
  12. Educação pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo;
  13. Universalização do acesso à internet e inclusão digital.

O que é a Marcha das Margaridas?

A Marcha das Margaridas é coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) em parceria com 16 organizações de mulheres do país.

Além disso, o evento, que ocorre a cada quatro anos no Brasil desde 2000, homenageia Margarida Maria Alves, uma líder sindical paraibana e camponesa assassinada em 1983 por defender os direitos do povo camponês.

A marcha, protagonizada por mulheres do campo, das águas e das florestas, busca a igualdade, liberdade, visibilidade e reconhecimento social e político, denunciando exploração, machismo e todas as formas de violência privadas e públicas. A sétima edição do evento espera reunir mais de 150 mil mulheres em Brasília (DF).

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Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC