A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), Marta Abramo, defendeu, nesta quarta-feira, 18/03, em Brasília, um modelo de avaliação rigoroso para a formação médica, durante debate sobre o Enamed e a proposta de criação de um exame nacional de proficiência em Medicina.
A discussão ocorreu durante café da manhã promovido pela deputada Socorro Neri (PP-AC), no Anexo IV da Câmara dos Deputados, reunindo representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde, parlamentares e entidades do setor. A 2 em 1 Consultoria participou do encontro a convite da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), com a presença da doutora e CEO Suzana Schwerz Funghetto.
Debate Institucional
Durante sua participação, Marta Abramo destacou que um dos principais desafios: estruturar um modelo de avaliação que respeite a diversidade da educação superior no país, sem abrir mão de padrões de qualidade. Segundo ela, é fundamental que o processo fortaleça o compromisso público da formação médica com a sociedade brasileira.
Os participantes também ressaltaram a necessidade de uma política integrada de formação médica, com a regulação voltada ao interesse público. Nesse contexto, a proficiência foi apontada como parte de um processo mais amplo, que envolve desde a formação acadêmica até a inserção dos profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS).
Emaned
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) tem como objetivo avaliar a qualidade dos cursos de Medicina no Brasil, mensurando o desempenho das instituições na formação de futuros profissionais. A divulgação de seus resultados têm intensificado o debate sobre a criação de uma prova de proficiência como requisito obrigatório para o exercício da medicina, proposta que atualmente tramita no Congresso Nacional.
De um lado, entidades médicas defendem a medida como uma forma de reduzir desigualdades na formação acadêmica e garantir maior segurança à população atendida. De outro, especialistas e instituições de ensino apontam possíveis limitações da proposta, como o risco de desconsiderar as diferentes realidades educacionais do país e de simplificar a avaliação da competência profissional a um único exame.
Por Mauricio Pascoal